sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Carne - Viva


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Dizer do corpo
o corpo da poesia
...

Pensar do corpo
o corpo da poesia
...

Escrever do corpo
o corpo da poesia
...
 

(O Corpo, Dois Corpos - Maria Teresa Horta)

Touch me

A flor do espinho

Nas paredes frias do cinza azulejado
Ranhuras aradas pelas patas brutais do homem
Sulcos verticais, veias transparentes
Pendurados no teto os ilustres vagalumes
Asas de um colibri selvagem
Casulos feito um móbile
Entra o vento, nasce em flor.
Ah bruta flor!















sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dos Cruces

Sentada numa cadeira que não balança
Minhas mãos tecem cruzes


Que formam a mesma flor
repetidas vezes, flores e cruzes

O olhar cansado e obstinado
Em busca do tom e das lembranças

Minha velhice descoberta
Antes mesmo que eu use as lentes

Engrandecendo as minúsculas cruzes
O cravo do esquecimento no meu colo

Embalo as flores e as cruzes
Na cantiga antiga da mulher de agora

A linha na vida
A vida na flor
A flor em cruz.